Goiás247_ O governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, elogiou e agradeceu mais uma vez à presidente Dilma Rousseff pelo “tratamento republicano” que recebe por parte do governo federal. As loas de Perillo foram tecidas em discurso durante lançamento do programa de obras rodoviárias do governo goiano, financiadas com um generoso empréstimo de R$ 1,5 bilhão via BNDES ao governo de Goiás. Os recursos serão utilizados para construir e recuperar mais de 2 mil km de rodovias estaduais e construir quase 1,7 mil km de novas rodovias pavimentadas. O investimento em infraestrutura é uma das principais apostas do governador do PSDB para a reeleição em 2014.
“Agradeço à presidente Dilma Rousseff pela política suprapartidária e pelo respeito a minha pessoa e ao nosso Estado. Eu não senti, por parte da presidente, em nenhum momento, alguma articulação que pudesse significar restrição ao Estado de Goiás pelo fato de sermos de um partido de oposição”, disse o governador.
Perillo pediu que o senador Gim Argello (PTB) levasse até Dilma seu agradecimento especial. “Leve à presidente, senador Gim, meu abraço e meu reconhecimento pelo fato de ter expandido nosso laço para viabilizarmos novas contratações e operações, por reconhecer nosso esforço e permitir o crédito para o nosso Estado, com um diferencial: nós não precisamos dar nada em troca. O avalista dessas operações é o próprio Tesouro Nacional, confiando no nosso governo, na nossa economia”, enfatizou. “Estamos fazendo a maior intervenção rodoviária na história de Goiás”, completou.
O agradecimento de Perillo foi estendido ao BNDES, que liberou o empréstimo de R$ 1,5 bilhão para Goiás.
Perillo enfatizou que o governo federal é um parceiro de Goiás em obras importantes. “O desenvolvimento do nosso Estado passa pelas parcerias que fizemos e faremos com o governo federal. Obras importantes como a reconstrução das rodovias e a construção do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) vão ter recursos federais”, diz Marconi. O VLT de Goiânia será fruto do maior investimento já feito na história da capital de Goiás, que é comandada pelo PT de Paulo Garcia, reeleito no primeiro turno.
O governador ressalta que nunca percebeu qualquer tipo de restrição ou veto da parte da presidente de Dilma. E também afirma que sempre foi bem recebido pela petista em Brasília. “A presidente Dilma Rousseff sempre foi muito solícita com todas as demandas que apresentamos. O governo federal nos oferece um tratamento exemplar”, afirma.
Nem mesmo uma tentativa frustrada de integrantes dos oposicionistas PMDB e PT de Goiás foi capaz de abalar a boa convivência entre o governador e Dilma. Em 2011, parlamentares e políticos dos dois partidos estiveram em Brasília para tentar inviabilizar o empréstimo do governo federal para sanar as contas da Celg. Recentemente, a deputada federal e integrante da CPMI do Cachoeira Iris Araújo (PMDB) tentou, sem sucesso, impedir no Ministério da Justiça a nomeação do delegado federal Joaquim Mesquita para a Secretaria de Segurança Pública do Estado. Mesquita era superintendente da Polícia Federal quando foi deflagrada a Operação Monte Carlo, que resultou na prisão do contraventor Carlinhos Cachoeira e levou o governador goiano a se explicar na CPMI.
Em março deste ano, quando esteve com Perillo em visita a obras da Ferrovia Norte Sul, Dilma afirmou: “Esta é a grande mudança conceitual e cultural que está ocorrendo no Brasil. Os governantes precisam unir seus Estados e seus países em torno de bons projetos que busquem os resultados que desejamos para a sociedade”.
Aproximação com prefeitos
Movido pelo exemplo de Dilma, Perillo vem tentando manter uma relação próxima com os prefeitos goianos, especialmente os de oposição. No mês passado e neste mês, Marconi já se reuniu com mais de 150 prefeitos eleitos, inclusive os do PMDB, partido que faz oposição ferenha ao seu governo.
O objetivo das reuniões segundo o governo é tomar consciência das principais demandas dos municípios. Nos encontros, os prefeitos repassam ao governador os anseios das próximas gestões, para desespero das lideranças oposicionistas, que desconfiam das reais intenções de Perillo. Asfalto e habitação são as principais demandas dos prefeitos e o governador acena com verbas estaduais para sanar tais problemas. “É como eu costumo dizer: governo não faz oposição a governo. As administrações precisam estar unidas e sintonizadas nos mesmos interesses. A população não pode ser penalizada por conta de divergências partidárias”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário